OFICINA: O lixo como material

com DANILLO VILLA e CAMILA MELARA (16 e 17/junho/2012)

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A oficina  foi uma das atividades da “Mostra o Lixo”. Através das articulações propostas nos diversos momentos da oficina, pode-se percebe que a realidade é plástica e submete-se a manipulações infindáveis.

O sentido lúdico, de regras que se estabelecem em fazeres incomuns, é a orientação para as peças que fizeram parte da exposição da Mostra o Lixo e realocou o público como parte de um sistema de produção de sentido na relação direta com conceitos de arte que digam da realidade contemporânea. A oficina teve três momentos:

MEMORIAL – OU A ARTE DE INVENTAR MEMÓRIA PARA OBJETOS ESTRANHOS: este momento tem como objetivo problematizar questões acerca da arte contemporânea, a saber: a memória, o simulacro, as estruturas incomuns dos trabalhos legitimando a não necessidade de habilidades específicas para se fazer arte ou produzir significados provocadores de discussões pertinentes. Serão produzidos pequenos textos para alguns objetos encontrados e o desacordo entre texto e objeto há de gerar um território de possibilidades de experiência, como nos ready mades de Marcel Duchamp que nos anos 10 do século XX, em suas tentativas de dessacralização da obra de arte, instaurou a dúvida sobre o que determina o que é e o que não é uma obra de arte. Resignificar o objeto no espaço potencializa a atividade artística.

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O DEMOLIDOR DE TEXTOS – OU A ARTE DE ACHAR TEXTO EM TEXTO: “Orquestrações de texto que combinam palavras, gestos e pausas com extrema precisão. O encenador se caracteriza pelas montagens exuberantes, é famoso por se apossar do texto e fragmentá-lo ao extremo, priorizando os aspectos visuais em detrimento do próprio texto, no entanto é uma junção das inovações numa encenação de impacto visual do encenador, o texto e interpretação têm o mesmo peso visual”. O objetivo desta prática é achar textos dentro de textos, rabiscando palavras e frases até se encontrar um novo sentido mudando o primeiro sentido do texto escolhido em favor de um texto mais divertido ou de sentido estranho ao primeiro.

oficina_1mostralixo1COR! – OU COMO PINTAR SEM SABER: As imagens ganham um novo significado quando transgredimos seu significado imediato em nome de um outro que considere nossas potencialidades circunstanciais, fazendo uso de um procedimento simples de apagamento com uso de cores que mais nos agradem. A cor pode ser uma aliada no processo de manipulação de imagens alterando seu equilíbrio e os sentidos de suas mensagens quando instauramos equivalências ou novas hierarquias, permitindo a constituição de novas interpretações.