Dia Internacional da Mulher

Neste Dia Internacional da Mulher, queremos destacar a atuação feminina no mundo das artes. A mulher, hoje, não é mais alguém que vive à espreita do óbvio ou do inesperado, à espera de liberação ou de aprovação para seguir em frente. A mulher é, na sociedade atual, um ser que se atreve ao mergulho no mar fecundo das criações.

E quando ela se inclina para o ofício da arte, com muita propriedade consegue dar formas, nuances e sopro de vida às sensações que deseja exprimir. Tudo flui de sua essência in natura, cuja imensa capacidade de doação de si mesma lhe faz ultrapassar os próprios limites.

ALGUMAS MULHERES QUE MARCARAM A HISTÓRIA DA ARTE NO BRASIL:
Adélia Prado – poetisa
Cacilda Becker – atriz de teatro
Chiquinha Gonzaga – compositora e pianista
Cora Coralina – poetisa e cronista
Emilinha Borba – cantora de rádio
Hilda Hilst – jornalista, poeta e ensaísta
Nélida Pinõn – primeira mulher a presidir a Academia Brasileira de Letras
Ruth Escobar – criadora do Teatro Popular Nacional
Tarsila do Amaral – pintora e desenhista

Chiquinha Gonzaga foi não somente a primeira chorona (pessoa que toca, compõe ou canta choro) do Brasil, como também a primeira mulher a reger uma orquestra no país, a primeira compositora popular e, de quebra, ainda compôs a primeira marcha de carnaval com letra. Juntando o piano com os ritmos populares, ela conseguiu muito de sua fama, mas também muitas críticas, pois tocara uma espécie de maxixe, o que foi considerado vulgar demais para a elite da época, controlada por homens de gosto supostamente muito refinado. Além de tudo, ela ainda era ativista pela abolição da escravatura, e vale lembrar que ela mesma era negra, filha de um general branco com uma mulher negra. Sua importância é tanta que também foi fundadora da Sociedade Brasileira de Autores Teatrais, e compôs músicas de diferentes estilos.

No Brasil, a pintora modernista mais comentada é Tarsila do Amaral – junto com Anita Malfatti, que participou da Semana de Arte Moderna de 1922. Tarsila iniciou seu gosto pela arte desde cedo e estudou em importantes academias de Paris. O primeiro marido de Tarsila não concordava com sua dedicação à arte – ele acreditava que as mulheres deviam se dedicar ao lar e à família. Essa imposição desagradou a artista, que se mudou para São Paulo, mas só conseguiu a anulação de seu casamento muitos anos depois. Seu quadro Antropofagia, dedicado a seu segundo marido, o escritor Oswald de Andrade, inspirou o movimento antropofágico, importante movimento artístico que “devorava” as tendências europeias para produzir uma arte brasileira de verdade.

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FONTE: Mundo Jovem e Revista Capitolina